POETISA VERA SALBEGO


22/04/2009



CONTO

NA PRAÇA DA CIDADEZINHA



Naquele momento parece que tudo parou naquela pacata cidade do interior. Os transeuntes iam parando para ver aquela cena terrível que ali estava. Era um menino de seus doze anos de idade e estava todo sugado, sem sangue, pálido até a morte.As pessoas não acreditavam naquilo que viam.Perguntavam-se: será que foi um lobisomem ou então morcegos que estiveram por ali.
A praça da cidadezinha estava repleta de pessoas que se aglomeravam para ver o ocorrido. Chega então o carro do necrotério para levar o corpo que estava estendido no chão.
Os dias passaram e parece que nada havia acontecido naquele lugarzinho. As pessoas iam à igreja, passeavam na pracinha e desfilavam suas belas roupas naquele momento. Alguns garotos jogavam bola por ali e corriam apressadamente naquele brinquedo maravilhoso.
Algumas pessoas ficavam o dia todo tomando chimarrão nos bancos da praça, observando o passeio publico.
Mas, certo dia amanhece com um temporal terrível e a pequena cidade aparece então nas manchetes de jornais com um fato ocorrido naquela praça. Mais uma vez a pequena e pacata cidade se volta para episódios sinistros. Naquele dia, várias pessoas foram encontradas totalmente sem sangue nos meios de escombros de um bar na frente da praça.
Vieram, então,  jornalistas, TVs, rádios, todos querendo mostrar o sinistro que estava ocorrendo.
O prefeito pediu ajuda ao governador do estado para enviar soldados para averiguarem os fatos.
A cidade já não é mais a mesma desde aquele dia do temporal em que se escutava até o zumbido das moscas. Os policiais investigam em busca de resposta para os acontecimentos e percebem que aquela gente não gosta de falar sobre o ocorrido.
Depois daquela noite, nada mais aconteceu e a cidade vai voltando ao normal, as pessoas que não moravam lá iam embora.
Os dias foram passando e a gente do lugarzinho vivia de maneira pacata aqueles dias de sol e aproveitavam a praça como nunca. E nada falavam dos episódios ocorridos por lá.
Passavam os dias, os meses e a cidade iam levando sua vidinha normal. Até que, numa noite, ouviram barulhos terríveis vindo daquela praça.Barulhos como se fossem máquinas andando.Ficaram com medo e não saíram para ver o que acontecia.Os barulhos ficavam mais terríveis e ouviram gritos desesperados vindo da praça .Mas iam deixando acontecer e perceberam que era algo horrível. A noite passou rapidamente e pela manhã saíram às ruas para ver o que acontecera.
Chegaram à praça e viram vários cadáveres atirados ao chão, totalmente sem sangue e perceberam que precisavam agir. O povo se reuniu e resolveram atacar aquele monstro. Fizeram o mapa da cidade e traçaram os locais onde seriam prováveis os ataques dos monstros, digamos que assim sejam.
Passados alguns dias, a cidade já não tinha mais o silêncio de outrora; agora, as pessoas caminham olhando para todos os lados e cuidam-se umas das outras.
Enfim,  chega a noite em que será desvendado o terrível episódio.
A noite é de lua cheia e o céu está limpo, podemos observar as estrelas. Quando, de repente, se ouvem barulhos em direção aquela praça e percebem que está descendo por ali uma nave. Algo fazendo tanto barulho e os moradores agora reunidos com armas em punho se dirigem para o local. Naquele momento, precisamos ter cautela. O aparelho desce e também descem homenzinhos verdes com caras de maus com vastos canos e dirigem-se para a comunidade que está por ali e atacam o povo. A população revida atirando neles e percebem que as balas nada fazem e eles avançam em direção as pessoas.
Algumas pessoas correm apavoradas e o padre da cidade sai da igreja com água benta e atira contra os homenzinhos verdes e eles derretem. Então, os homens percebem que somente água benta irá acabar com eles e vão até a igreja e voltam com vários baldes e atiram. A população, agora animada, prende alguns dos homenzinhos verdes e tentam comunicarem-se com eles para saber o porquê de tudo isso.
E na fala deles respondem:
-Nós não queríamos fazer mal a vocês, apenas estávamos em busca de sangue para ajudar nosso povo que está morrendo por um vírus mortal e saímos pelo planeta para experimentar o sangue daqui. E constatamos que ele era quente e vital para nossas vidas. Assim ocorreu tudo isso.
Os homens ficaram perplexos com o ocorrido e tentaram pedir ajuda para os irmãozinhos verdes. A população se mobilizou e doaram sangue para levar para o planeta deles.
Assim,a cidade ficou sabendo das mortes ocorridas naquela praça e tentou viver em paz com outros seres da galáxia que, mesmo não sendo humanos, tentaram ajudá-los.
Daquele momento em diante viveram felizes com todo o planeta.
Só assim a população ficou em paz e rezaram por seus mortos que morreram heroicamente sem nada saberem.
Lá em cima de nada sabemos de outros seres, mas, doravante, vamos olhar ao redor com outros olhos: os do amor aos seres diferentes para vivermos em PAZ MUNDIAL.

VERA LUCIA MARTINS SALBEGO/GUAÍBA RS

Escrito por vsalbego às 16h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

OS VERSOS SENSUAIS DE VERA SALBEGO




OS VERSOS SENSUAIS DE VERA SALBEGO

ALUCINAÇÃO

Lençois caidos ao chão.
Corpos suados num só ritmo.
Alucinante de paixão.
Boca na boca.
Olhos nos olhos.
Maõs nas mãos.
Pernas entre pernas.
Tudo num só compasso.
Numa emoção.
Num êxtase total.
Dois corpos perdidos.
Na imensidão das madrugadas.
Nos delirios de amor.
De dois amantes
No calor dos corpos.

TEU BRINQUEDO

Naquela noite,
Eu nervosa e tímida
Você soube ultrapassar barreiras.
Fazer cair por terra, preconceitos.
E com suas mãos experientes
Fez do meu corpo, seu brinquedo.
Eu nada sabia do desejo da carne.
Mas, teu corpo soube penetrar minha alma.
Mostrando o encanto do prazer.
Você ficou
E soube
Fazer-me
Feliz!

DOIS CORPOS NUS...

Corpos nus
Sobre a cama com lençóis vermelhos
Corpos belos
Desnudos da imundície do mundo.
Pecado, volúpia
Prazeres, sensualidade.
Nisso tudo dois corpos
Perdidos na imensidão
Da madrugada.
A luz da lua
Iluminando aquelas curvas
Lábios vermelhos
Seios maravilhosos
Cobertos apenas com lençóis.
Esperando as mãos que buscam
Na volúpia de um beijo.

AMOR

Amor é sentimento
Que nasce do coração
Que vem da emoção.
Nasce de um olhar
De um gesto de carinho.
Amor é ternura
Caminhar na mesma direção
Namorar com a luz do luar.
E calar frente ao outro
E deixar o ritmo do coração
Falar mais alto.
Deixar a musica do coração
Penetrar a alma
Deixar os pensamentos
Fluírem para além da imaginação.
Amar é deixar-se abraçar
Sentindo o outro no fundo da alma.

CORPOS SOBRE A AREIA

Dois corpos
que se procuram...
Movidos pelo calor da paixão.
inebriados pelos suspiros do amor.
Unidos,entrelaçados.
Num gozo maior.
Num climax de tesão.
Numa musica que só a noite traz
exalando seu cheiro
suas canções.
Apenas estrelas a contemplar.
Aqueles dois corpos nus.
Na areia da praia.
Envolvidos com o manto do luar.
Num ritmo em que só o amor.
Dita as razões da alma.

NAMORADA

És minha eterna namorada
Que eu tanto amo
E te quero com todo ardor.
Amada, minha.
És a flor mais bela
Da minha existência.
Penso em nós
A todo instante
Como fossemos borboletas
Ao vento
Sobrevoando os jardins da vida.
Colhendo o néctar do amor
Espalhando nosso mel
Para a doçura do nosso olhar.

NO RITUAL DO AMOR

As duas moças passeavam ao redor da pequena praça daquela cidade de Santa Catarina. O grau de amizade era muito forte e cada uma dedicava a outra um amor incondicional. Não sabiam desse sentimento que crescia como relva nos gramados dos jardins.
Naqueles tempos as pessoas eram amigas e havia uma cumplicidade entre elas.
As duas viviam intensamente esse amor amizade e se divertiam entre os bailes e os rapazes que ali freqüentavam.
Até que certo dia uma delas precisa partir, pois seus pais vão se mudar de cidade. O dia da partida chega e as duas não querem se separar, mas o destino o quis.
Bia e Carol abraçadas choram por não saberem quanto tempo ficaram separadas. Seus pais não percebem o quanto elas se gostam.
O carro sai de mansinho levanto sua amiga Carol para longe de seus olhos que ficam umedecidos pela saudade.
Os meses passam rápidos e as amigas continuam telefonando, mandando e-mail não deixa matar esse sentimento forte uma pela outra.
Mas a vida tenta dar uma guinada.
Carol estuda Medicina Estética na Universidade de Santa Catarina e encontra uma nova amiga a Laura.
Laura é uma moça loira de corpo bronzeado, corpo de curvas delineadas belíssima.
Elas agora se encontram para estudar nos recantos da Universidade.
Carol e Laura agora não se separam, vivem uma para a outra e saem juntas para passearem.
Bia sente saudade de sua amada e percebe que a distancia mexeu com seus sentimentos, pois agora não se comunicam mais.
E tenta então ligar para Carol.
_ Querida como tu está?
_Tudo bem contigo?
As duas conversam e Carol lacônica não diz muita coisa.
Despedem-se é Bia fica pensativa.
Bia voltase –se para seus afazeres e percebe que sua amiga já não corresponde aos seus sentimentos. Fica entristecida e continua a viver sua pacata vida.
Enquanto isso Carol vive sua relação com Laura, saciando suas vontades e sua paixão.
Entregam-se ao amor entre duas mulheres e vivem felizes.
Mas certo dia Laura recebe um telefonema de casa pedindo sua presença. Seus pais estão indo embora do pais e querem que ela venha com eles também terminar seus estudos na Itália.
Ela resolve contar ao seu grande amor.
_Querida meus pais me convidaram para ir para a Itália com eles estou pensando em aceitar. Adoraria que você me acompanha-se.
Que achas da idéia.
Carol fala:
-Gostaria muito de ir com você, mas tenho meu ultimo ano na Universidade. Quem sabe no final do ano.
_Amaria se você fosse.
As duas se abraçam e se beijam demoradamente.
Chega o dia da partida e Laura se despede da amiga e se dirige para o avião.
Carol fica então com seus pensamentos e imagina Laura maravilhosa passeando pela Itália naqueles lugares belíssimos.
Os dias passam e Carol liga diariamente para seu amor para matar as saudades e conversam demoradamente sobre suas vidas.
Na Universidade tudo continua igual e as tarefas são muitas fazendo Carol se envolver com seus últimos trabalhos. Seus dias passam lentos mas seus pensamentos buscam Laura no distante da Itália.
Enfim chega o dia da Formatura e Carol feliz recebe seu diploma e percebe que agora esta livre para partir para a Itália para os braços de seu amor.
Chega a casa arruma suas coisas e liga para uma agência de viagem e compra sua passagem para a Itália. Então chega o momento da partida.
Vai para o aeroporto e encontra lá sua amiga de outrora com flores e um sorriso nos belos lábios.
-Bia querida que bom que vieste se despedir.
-Carol vim para desejar uma ótima partida e que você seja feliz. Apesar de eu estar sentindo tristeza não irei atrapalhar tua partida.Vá e seja feliz e se caso não de certo teu relacionamento não esqueça que estarei aqui de esperando.Abraça-se e se despedem.
O avião parte deixando em terra um amor verdadeiro que soube separar seu querer para a felicidade da outra.
Carol chega à Itália e não encontra Laura e fica pensando o que poderia ter acontecido. Pega um táxi e dá o endereço e seguem pelas avenidas daquele belo lugar.O carro chega numa casa toda arborizada e com belas flores nos jardins.
Então Carol desce e toca a campainha.
A porta se abre e ela e recebida pelo mordomo da família de Laura.
-Seja bem vinda senhorita. A família está no quintal tomando chá,por favor siga-me.
Então ela percebe que ali a situação esta diferente e Laura não estava esperando.
-Bom dia diz o pai de Laura.
-Bom dia.
A mãe de Laura de longe observa Carol e então entra na conversa.
-Seja bem vinda filha, Laura não está, mas avisou-nos que você chegaria.
_Aceitas um chá?
-Claro.
A família continuou conversando e tomando chá naquele quintal deslumbrante.
Então chega Laura cheia de carinho para seus pais e se surpreende com Carol.
-Você já chegou amiga.
-Sim eu havia avisado.
-Desculpe surgiu um compromisso de ultima hora e tive que sair.
-Não te preocupa o importante e que eu cheguei.
Daí em diante começaram a viver intensamente seu amor, mesmo em que algumas horas Laura se distanciava de Carol.
Os meses foram passando e Carol percebeu que sua ida para a Itália não estava legal. Tentou arrumar emprego e não conseguiu e Laura com sua linda Clinica fazia sucesso entre as mulheres do lugar.
Laura tinha uma linda Clinica de estética na Itália e dirigia com afinco sua empresa.
Carol foi percebendo o distanciamento de Laura e ficou calada. Começou a visitá-la na Clinica e viu o carinho especial que a médica dispensava a empresária.Carol ficou calada e só observava o comportamento de Laura.
Laura estava fria com ela e pensava somente no trabalho 24 horas por dia.
Já havia passado oito meses que ela chegou e hoje trabalhava numa Clinica tão famosa como a de Laura. Dedicava-se integralmente ao trabalho para poder esquecer sua amiga.
Até que um dia recebe uma ligação do Brasil de sua amiga Bia falando que esta com muita saudade e que gostaria de passar as férias na Itália. Carol então percebe a bobagem que tinha feito e diz a amiga que venha passar suas férias ali.
Os dias passam e chega o momento da chegada de sua amiga Bia.
Carol vai cedo para o aeroporto.
O avião pousa e Carol olha de longe aquela linda mulher que se dirige ao seu encontro.
Abraçam-se e sentem que hoje será um novo dia.
Carol leva sua amiga para seu apartamento e ficam conversando noite adentro.
Laura não aparece naquele dia e Bia nota a falta, mas não fala nada para sua querida amiga.
Os dias passam e as duas passeiam pelos museus, parques da cidade e vão a um café.
Chegando lá notam que Laura está acompanhada de outra mulher conversando carinhosamente e não percebem que elas estão ali.
Bia repara na decepção de sua amiga e diz:
-Vamos para outro lugar querida. Não tens que estar assistindo isso.
Saem então a caminhar e Carol chora copiosamente, Bia abraça a miga para dar conforto a ela.
E percebem que o carinho é maior do que elas imaginavam.
À noite Laura chega em casa feliz da vida e Carol pede para falar com ela.
-Laura quero que você seja sincera. Diga-me esta apaixonada por alguém?
-Ah!Como!
-Abra o jogo, vou sofrer, mas me fala.
-Certo, estou apaixonada por Sônia a médica de minha Clinica. Eu estava esperando para te contar.Mas se queres saber aconteceu logo após eu ter chegado do Brasil.Não queria te falar assim.Já que sabes então vou pegar minhas coisas e vou embora.
Laura pega seus pertences e se despede de sua amiga e vai para a casa de Sonia.
Aqui termina um episódio dessa estória de amor.
Laura fica arrasada com a situação e Bia conforta sua amiga.
Ficam abraçadas e adormecem no sofá.
No amanhecer Carol acorda e vê o café da manhã que Bia fez para elas tomarem. No centro da mesa flores vermelhas e uma musica suave toca no fundo.Então Carol dá-se conta do que tinha deixado de lado sua querida amiga Bia que a amava profundamente.
Bia convida Carol para voltar para o Brasil e colocarem uma Clinica juntas já que são formadas na área da Estética.
Resolve partir com sua amiga, mas precisa resolver algumas situações no emprego e o aluguel do apartamento.
Daquele momento em diante a relação das duas toma um novo rumo para viverem felizes.
Agora Carol feliz com sua amiga passa a sorrir e ver o belo da vida junto com ela.
No ritual do amor nada é impossível, basta querer e entregar-se firmemente num delírio de amor.
Assim elas voltaram para o Brasil e montaram uma Clinica e viveram felizes.

VERA LUCIA MARTINS SALBEGO – A professora e poeta gaucha Vera Salbego é formada em Letras pela PUC e pós-graduada em Psicopedagogia pelas Faculdade de Amparo – SP. PE autora de vários livros e tem participações em diversas antologias nacionais e internacionais, participando do Clube de Poetas Uruguaianenses, da Associação Gaúcha de Escritores e Membro Efetivo da Academia e Sala de Poetas e Escritores Virtuais, Poetas Del Mundo, Revista Paralelo 30 e tem diversos trabalhos publicados no Recanto das Letras.Em dezembro de 2006 foi agraciada em Porto Alegre com o Diploma Destaque Cultural pelo Jornal Revolução Cultural do Escritor Benedito Saldanha. Também edita o blog Vera Salbego.

VEJA MAIS:
GUIA DE POESIA
DIA MUNDIAL DA TERRA
CIDADANIA & MEIO AMBIENTE: UMA PALESTRA
CANTARAU

por Luiz Alberto Machado, à s 6:10 AM

Escrito por vsalbego às 16h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

10/02/2009


Contos

CAZU,A MENINA AZUL

 

Era uma vez, num lugar muito distante, uma menina que queria estudar , mas seus pais eram pobres e não tinham dinheiro para levá-la à escola.
Os dias foram passando e Cazu, ainda triste, com vontade de aprender, ia levando seus dias com todas as brincadeiras infantis.
Na comunidade onde morava havia várias crianças que passavam os dias sem nada para fazer, apenas vendo as outras indo para escolas particulares. Sua mãe lavava para fora e ia naquelas mansões do centro da cidade levar as roupas. Certo dia, sua mãe a convidou para ir com ela entregar os pacotes de roupas.E ela foi feliz da vida.Chegando lá, encontrou crianças bem vestidas brincando com bonecas maravilhosas e ela ficou de longe apenas olhando aquelas meninas.
Sua mãe a convida para irem embora e ela vai agora pensando naqueles brinquedos que nunca tinha visto. Sua imaginação fica a mil e ela agora fantasia sobre aquela casa e aquelas crianças.
Os meses foram passando e Cazu pensava sobre aquele dia em que viu aquelas meninas brincando com lindas bonecas de porcelana. Ela imaginava que nunca poderia ganhar aqueles brinquedos caros.
Mas, certo dia sua mãe é chamada pela dona da mansão que lhe oferece brinquedos dos filhos alegando que as crianças não querem mais e estão atrapalhando na casa. Dona Rita agradece e fica feliz em levar os brinquedos para seus filhos.E vai para sua casa levando os pacotes.Chegando lá percebe que as crianças correm em sua direção.
-Crianças, olhem o que eu trouxe para vocês.
Ela larga os pacotes e as crianças desembrulham ansiosos para verem o que há dentro deles.
-Mãe, isso é uma boneca!
-Claro , filha! Ganhei daquela senhora da mansão.
-Minha nossa ,quantos brinquedos, que legal!
Assim as crianças ficaram felizes pelo resto da semana. Os dias foram passando e a vida continuava a mesma. Cazu ,agora um pouco feliz com a boneca nova, percebia que algo não andava bem em sua casa.
Ela via seu pai andando triste, conversando baixinho com sua mãe. Eles se calavam ao perceberem que os filhos se aproximavam.
Até que um dia iria mudar toda sua vida.
Certa manhã, ouviu choros e resolveu levantar-se. Chega à sala e vê alguns vizinhos abraçando sua mãe e falando que tudo isso vai passar.
Curiosa fica por perto para saber o que está acontecendo.
Então ouve alguém falar que seu pai sofreu um acidente no centro da cidade. Parece que seu mundo caiu .
Sua mãe sai rápido para o hospital, levada pelos vizinhos e, chegando lá já é tarde: seu esposo não agüentou a cirurgia e faleceu. Ela então não sabia como faria para contar aos filhos.
Em casa Cazu estava triste e não sabia que seu pai já tinha falecido, quando chega sua mãe chorando que a abraça e fala:- Como, mãe?
-Seu pai andava doente e a gente não queria preocupar vocês, mas hoje ele foi atropelado por um carro. Agora quero ver como vamos fazer para enterrá-lo.Não temos dinheiro em casa e nossos vizinhos também são pobres e não sei a quem pedir dinheiro emprestado.
Cazu então se coloca a rezar e pede a Deus que as ajude naquele momento triste.
Sua mãe sai e vai à busca de ajuda para poderem fazer o enterro de seu pai. Procuram assistência social do município para ajudá-las.
Assim conseguem fazer a cerimônia fúnebre e despedem-se de seu pai.
Fica uma lacuna em seu mundo infantil: a falta de seu querido pai.
Os dias passam e sua mãe, agora uma mulher triste, batalhadora, tem que trabalhar dobrado para sustentar seus filhos Cazu e Paulo.
Anda cansada de tanto trabalhar e vê seus filhos cada vez mais sozinhos dentro de casa. Sabe que são crianças e pede aos vizinhos para ajudarem a cuidar deles.
Numa das casas onde ela trabalha os patrões são pessoas boas perguntam sobre seus filhos.
-Eles estão bem. Só me preocupo pois eles ficam sozinhos e tenho medo que algo venha a acontecer com eles.
A dona da casa então responde:
-Rita, por que você não os traz um dia desses?
-Posso?
_Claro, querida, nós não temos filhos e adoraríamos conhecê-los.
Então, certo dia, dona Rita veste seus filhos com a melhor roupa e se dirige para a mansão.
Chegando lá, as crianças são bem recebidas e ficam a vontade. Os donos da casa apaixonam-se pelas crianças e conversam com eles animadamente.Ficam impressionados com a desenvoltura de Cazu que fala a eles de seu sonho de estudar.
Os dois se olham e voltam a conversar com aquela menina doce.
A tarde passa rápido e eles vão embora.
O casal então volta a conversar sobre a menina e ficam falando do sonho de estudar que ela tem.
Resolvem perguntar no outro dia para Rita se eles podem adotar a menina para pagarem os estudos dela e ainda irão passar uma mesada para ajudar na criação de Paulo.
A noite chega depressa e Rita vai até a cozinha para fazer um lanche para eles. Percebe que ali não tem muita comida e chora entristecida.As crianças comem e adormecem cansadas daquele dia maravilhoso.
De manhã cedo, Rita vai para o trabalho e beija seus lindos filhos que ainda dormem.
Pega sua condução para ir para o centro da cidade e seus pensamentos voam e, então, percebe que precisa pegar mais uma residência para limpar, pois o dinheiro está pouco.
Quando chega à mansão ,ela vê os patrões esperando por ela para conversarem.
-Rita, estivemos conversando ontem à noite sobre seus filhos e você e gostaríamos de perguntar se daria sua filha para a gente criá-la. Nós daríamos uma pensão para teu filho para que você não precisasse sair de casa. Pense nisso com carinho, não queremos adotar com papel passado,apenas ajudar a Cazu em sua formação.Você vai continuar a vê-la o quanto quiser. Acredite, a gente quer apenas ajudar.Quem sabe você vem morar aqui conosco com as crianças.
Rita fica pensativa e logo responde:
-Preciso pensar,  a oferta é boa.
Mas eu vou continuar cuidando da casa,  porque  ficar sem trabalhar não é comigo.
-Claro , se quiser.
Rita volta para o trabalho e fica pensativa sobre as ofertas e pensa o que seus filhos irão falar sobre o assunto.
A noite chega e ela volta para casa .Chegando lá, pede para falar com seus filhos.
-Crianças, preciso dizer algo que os meus patrões ofereceram para nós.
Começou a falar e as crianças ficaram pensativas imaginando como seria a vida naquela mansão.
Cazu então percebeu que a oferta seria legal , pois ,assim, estudaria naquela escola particular de sua cidade, visto que não havia escola pública naquele lugar. Seria maravilhoso!!
Cazu, hoje com sete anos diz:
-Mãe, eu acho legal, pois só assim irei para a escola e o mano e você vão morar bem. Você não precisa trabalhar demais.Vamos tentar,mãe.
Eles,então, vão arrumar suas coisas para levar para a mansão (lógico: apenas seus pertences pessoais).
Rita chama seus vizinhos e distribui a eles suas mobílias e vende sua casinha de madeira.
Pegam um carro de corrida para chegarem àquela mansão dos jardins e os donos agora amigos os recebem de braços abertos.
Daquele dia em diante suas vidas mudaram para melhor.
Cazu agora freqüenta a escola e tem novos amigos e estava feliz.
Aquela mansão já não é mais a mesma agora tem vida e as crianças trazem luz às vidas daquelas pessoas que moram lá.
Até que um dia Cazu ouve de uma colega que ela tem sangue azul. Então ela pergunta por quê?
A menina responde:
-Porque você é filha daquela família rica e eles têm sangue azul.
Assim Cazu fica deveras orgulhosa, pois daquele dia em diante dirá a todos que tem sangue azul.
Os dias foram passando e a família, cada vez mais feliz ,vivia radiante com aquelas crianças sorrindo e cantando entre as flores do jardim.
Cazu cresceu e hoje formada em Arquitetura só sabe fazer planos para criar um Projeto para a construção de uma escola pública na vila onde morava. Aconteceu, assim,        a realização de um sonho de levar muitos jovens a estudar e serem alguém no futuro.
Assim viveram felizes para sempre!

Vera Salbego





Escrito por vsalbego às 16h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

CONTO DE VERA SALBEGO

            Casa Amaldiçoada

 

     Em meados de 1972, numa cidade do interior gaúcho, morava uma família composta de sete pessoas: quatro filhos homens, três filhas, pai e mãe. Era de uma classe média e os filhos freqüentavam bom clubes e escolas.Sómente o pai sustentava a casa.Nas férias costumavam viajar e visitar parentes.

     A casa sempre estava com visita que vinham de vários lugares e o padre da paróquia local costumava comparecer aos almoços de domingo daquela família de descendentes italianos.

     Os dias transcorriam tranqüilos e os anos sem nenhuma modificação. A família italiana era barulhenta como tantas,mas normal.O chefe da família ia adquirindo bem e se tornando mais participativo na sociedade local,freqüentando reuniões com a elite.Destacava-se na profissão e era muito conhecido naquela pacata cidade.A família foi fazendo muitas amizades e o sobrenome era conhecido nas altas rodas.

     Os filhos cresceram e tomaram seu rumo com a ajuda de pai, pois cada um queria ter seu próprio negócio. Com o passar dos anos, a vida começou a mudar:os filhos homens,agora adultos,foram criando problemas financeiros que o pai tinha que saldar para não ficarem com o nome sujo na praça.Dessa forma,a família foi se descapitalizando à medida que o pai pagava a dívida dos filhos.Estes fechavam bordéis na cidade,pagavam bebida para os parceiros e anunciavam que naquela noite o gasto era por conta deles.O tempo passava e o pai preocupado com os filhos e a dívida,começou a adoecer.As filhas mais velhas casaram e constituíram novos lares,mas restava a caçula,que gostava de estudar,ler e escrever.Passava os dias envolvida com livros e dava aula para as bonecas,não percebendo o que acontecia a sua volta:vivia sua vidinha de menina num mundo de fantasia.

     Estudava em colégio de freiras, o melhor da época. Aos domingos,pela manhã,freqüentava igreja matriz e,à tarde,ia ao cinema com as amigas.Hoje,já não recebiam tantos convidados para almoçar,mas mesmo assim,a melhor porcelana e as taças de cristal na mesa.Essa família sempre primou pelo bom gosto.

     Os homens também foram constituindo família; sendo assim, sobrava a filha menor, que agora é adolescente. O pai ainda pagava as dívidas dos filhos que,embora tendo seus negócios,recorriam a sua ajuda.Este,agora mais velho,já não possuía tanto dinheiro e seu crédito estava no fim,só restando as terras herdadas de seus avós para vender e assim foi feito.

     Em 1972 só, restava à casa do centro da cidade para ser vendida e quitar a dívida dos filhos. Foi ai que tudo começou: a filha adolescente observava tudo sem se manifestar,até que um dia chega o futuro comprador e ela lança uma maldição sobre aquela casa.Dali em diante,todo morador não ficaria muito tempo na casa,pois coisas sinistras aconteciam à noite,quando todos iam dormir:portas e janelas eram abertas sem ninguém abri-las,ouvi-se vozes nos corredores e no pátio e caminhadas e gargalhadas nos cantos da casa.

     Sendo assim, as pessoas não permaneciam muito tempo por ali. A casa foi colocada a venda e muitas pessoas passaram por ela.

     Longos anos se passaram e, agora adulta, aquela menina do inicio da história entra novamente em sua antiga casa, agora como proprietária. Olha em volta e sorri,pois aquela linda morada era unicamente dela.Abre as janelas e procura por todos os cantos vestígios dos velhos tempos de sua infância feliz.Promete a si mesma que nunca irá se desfazer daquele patrimônio que o pai construiu.Hoje,seus pais já não existem  e ela quer tornar aquela casa o símbolo de seu amor pelos pais.

     Manda pintar a casa e plantar flores nos antigos jardins de inverno e verão e cuidar do grande pátio onde havia plantações de uva.

     A casa amaldiçoada voltou a brilhar com sua proprietária que hoje abre suas portas para receber intelectuais envolvidos com a cultura da cidade, pois a caçula da família tornou-se uma escritora de sucesso nacional e internacional. O local é referência na cidade e sempre aberto para os amigos,sendo,assim,o término da maldição.

 

 

Vera Lucia Martins Salbego

Respeite os Direitos Autorais

 

Escrito por vsalbego às 16h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/10/2008


LANÇAMENTO LIVRO CAMINHOS

NO DIA 29 DE NOVEMBRO DE 2008,LANÇAMENTO DO LIVRO CAMINHOS DE AUTORIA DA ESCRITORA,POETISA VERA SALBEGO NA FEIRA DO LIVRO DE URUGUAIANA.

LIVRO CAMINHOS DA ESCRITORA VERA SALBEGO, PREFÁCIO DO ESCRITOR WALTER GALVANI. CAPA DANIEL ANDRIOTI
REVISÃO DE JOANA FERRAZ
EDITORA ARTEXPRESSA/PORTO ALEGRE RS
O livro tem 62 paginas com poesias,crônicas e narrativa.o livro trata do amor encontro,desencontro pelos caminhos da
vida.Com suas facetas e suas formas de amar.Poesia lírica,social e o canto do amor manifestado em suas múltiplas formas de amar.
Caminhos ,traz uma mensagem de valorizar à vida,o ser humano naquilo que ele tem de mais nobre o AMOR e a AMIZADE perante todos os seres viventes.Sem preconceito e sim com eternas CAMINHADAS EM BUSCA DA PAZ!
A todos os amigos que queiram compartilhar desse LANÇAMENTO NO ORKUT DE MAIS ESSA OBRA DA escritora VERA SALBEGO.

Escrito por vsalbego às 16h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

25/06/2008


SAUDADE

Escrito por vsalbego às 18h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

24/06/2008


REVISTA POÉTICA DUPLICIDADE

ESTA REVISTA VIDA CRIAR UM ESPAÇO PARA POETAS,ESCRITORES E ARTISTAS EM GERAL PARA DIVULGAÇÃO DE SUA ARTE.

 

Escrito por vsalbego às 14h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

23/06/2008


TERRINHA AMADA...

TERRINHA AMADA...

 

Oh!Que saudade eu sinto.

Da minha terra amada

Onde nasci.

 

Terra de todos os sonhos

Terra de meus amores.

 

Onde o Rio Uruguai

Desliza fazendo divisa

Com a Argentina.

Banhando a terra querida.

 

Terra, Uruguaiana.

Terra de grandes poetas.

Terra de minhas origens.

 

VERA SALBEGO

 

 

Escrito por vsalbego às 13h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

VINHO

 

 

 

Vinho bebidas dos deuses

Néctar que embala

Os enamorados

Os amantes.

 

Bebida que propicia

A cumplicidade

Entre duas pessoas

Que se amam.

 

Vinho eterno companheiro

Dos dias frios

Das noites de geada.

 

Vinho teu sabor é especial

Tuas cores são como amores.

Cada sabor para cada prato.

 

Enfim tomar um bom vinho

E saber viver a vida

De uma forma gostosa

Saboreando cada gole.

Num instante de encontros.

Num sabor de amantes.

 

Vera Salbego

 

Escrito por vsalbego às 13h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

09/06/2008


 

SOMOS

 

Somos seres iluminados

Por que trazemos a palavra

Como meio de sobreviver

Neste mundo caduco.

Onde a violência prepondera

E o mal causa podridão da humanidade.

 

Somos aqueles que mesmo minoria

Fazemos a diferença

Entre as pessoas do planeta.

Trazemos nos versos a Paz

Tão sonhada.

Acolhida de muitos

E abraços da humanidade.

 

Poetisa Vera Salbego

http://verasalbego.zip.net

 

Escrito por vsalbego às 18h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

DESEJO

 

 

 

Desejo ter uma pele morena

E balançar os quadris nas avenidas

Desejo ter uns lábios carnudos

E poder saborear um morango

 

 

Desejo ficar perdida na noite

Para me encantar com a lua cheia.

Desejo enamorar-me da vida

E encantar-me com ela.

 

Por isso desejo ser feliz.

Para desejar a felicidade

Que virá depois de ser desejada.

 

Vera Salbego

Maio 2008-05-17

 

Escrito por vsalbego às 18h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

01/05/2008


MÂE...

Um pingo de chuva

Uma lágrima a cair.

Uma saudade...

Um olhar perdido na distância.

Nesta distância toda

Que ficou com tua ausência.

Mãe, querida.

Nas asas do vento foste.

Mas ficaste na profundidade

Do meu ser.

No rumor do vento.

Uma saudade eterna.

UMA HOMENAGEM A TODAS AS MÂES DO UNIVERSO!!!

Escrito por vsalbego às 17h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/04/2008


FATOS MARCANTES ENQUANTO PROFESSOR

FATOS MARCANTES DA VIDA DO PROFESSOR

No ano de 1997, em uma escola de Guaíba, ocorreu um fato, que muito me emocionou. Um senhor dos seus 52 anos fazia o ensino médio noturno, só que em sua turma o aluno mais velho era ele e a gurizada “zoava”, faziam bagunça e colocavam apelidos no pobre homem.

Este senhor aborrecido com a diferença de idade e com as brincadeiras feitas pelos colegas adolescentes, parou de freqüentar a escola. Ao retornar naquela turma, percebi a ausência daquele aluno que, mesmo com suas restrições, pedia gentilmente explicações da matéria com muito interesse e vontade de aprender, mesmo sem estudar há vinte e cinco anos. O retorno à escola, para concluir os estudos, era uma exigência da empresa na qual trabalhava. Perguntei à turma e os alunos informaram que o Sr. Rodrigo tinha parado de estudar devido ao conflito de gerações. Conversei então com os alunos sobre o comportamento da turma e os fiz perceber que aos 52 anos de idade ele teria muita dificuldade em conseguir outro emprego, já que no atual estava há quinze anos. A turma apresentava um comportamento displicente e desvinculado das necessidades humanas. Foi o momento de pararmos e fazermos juntos uma grande reflexão sobre o respeito às diferenças. A partir daí, a turma resolveu ajudar o Sr. Rodrigo a retornar para concluir seus estudos.

Fui até a secretaria da escola e obtive o endereço do aluno e me dirigi para lá. Chegando em sua residência, o mesmo surpreendeu-se com minha visita. Assim, me fiz presente na vida de seu Rodrigo, conversamos durante horas sobre a importância dos estudos e de seu retorno à escola. Ele , concordou e agradeceu humildemente a minha visita e emocionado, sentiu que alguém se importava com ele. Naquele momento, percebi o quanto aquele gesto meu foi importante para aquele aluno, pois dei a segunda chance dele crescer como cidadão e pessoa humana.

Ao voltar a sua turma, os colegas modificaram suas atitudes e seu Rodrigo passou a ser um grande companheiro daqueles adolescentes, aconselhando-os em seus problemas cotidianos.

Vejo, hoje, a importância daquela atitude que deixou em meu coração uma mensagem maior do dever cumprido.

No final do ensino médio, aquela turma me escolheu como paraninfa, motivo de orgulho e emoção, ao chegar acompanhando-os na grande noite da FORMATURA. Os nomes foram sendo chamados e, de repente, o aluno Rodrigo aproxima-se do palco para receber seu diploma e eu o entrego chorando de emoção. Parabéns, aluno Rodrigo. Você venceu esta etapa de sua vida.

Vera Lucia Martins Salbego

Escrito por vsalbego às 14h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

19/04/2008


Escrito por vsalbego às 12h20
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

AMIZADE

AMIZADE

 

Amizade não se compra

Amizade se conquista

Amizade não puxa saco.

Doa-se carinhosamente

Em virtude da pureza.

 

Amizade não pode ser interesseira

Não pode ser prepotente

A amizade deve ser sincera

De nada adianta tirar vantagens

De um amigo.

 

O ser humano que se aproveita

Do cargo

Para dar presentinhos aos amigos

Ele não esta sendo fiel

Ao amigo.

E nem a si mesmo.

 

VERA SALBEGO,Professora,Poetisa,Escritora.

http://verasalobego.zip.net

Escrito por vsalbego às 11h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sul, GUAIBA, Mulher, de 46 a 55 anos, Italian, Livros, Arte e cultura, Viagens
Yahoo Messenger -

Histórico